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	<title>Substância P &#187; Medicina</title>
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	<description>O dia-a-dia de um estudante de medicina</description>
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		<title>Conheça um pouco mais sobre Acromegalia</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 14:10:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Hortiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[acromegalia]]></category>

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		<description><![CDATA[A acromegalia corresponde a uma desordem debilitante crônica causada por excesso circulante do hormônio do crescimento (GH). Mais de 95% dos casos de acromegalia decorrem de um tumor benigno na hipófise ou glândula pituitária (principal responsável pelo controle hormonal do corpo). O excesso desse hormônio,quando acontece nas crianças ainda em fase de crescimento leva ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-96" title="ninao" src="http://substanciap.com/wp-content/uploads/2009/12/zz_Nin_o-225x300.jpg" alt="ninao" width="225" height="300" />A acromegalia corresponde a uma desordem debilitante crônica causada por excesso circulante do hormônio do crescimento (GH). Mais de 95% dos casos de acromegalia decorrem de um tumor benigno na hipófise ou glândula pituitária (principal responsável pelo controle hormonal do corpo). O excesso desse hormônio,quando acontece nas crianças ainda em fase de crescimento leva ao <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gigantismo_pituit%C3%A1rio" target="_blank">gigantismo</a>. Aqui na Paraíba temos um claro exemplo dessa condição. É o caso de <a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1339250-EI306,00.html" target="_blank">Ninão</a>, jovem paraibano morador de Assunção e paciente do Hospital Universitário da UFCG. Atualmente Ninão é considerado o homem mais alto do Brasil com 2,30 metros.</p>
<p>Quando o excesso de GH atinge adultos, desenvolve-se uma condição diferente, chamada Acromegalia. Isso acontece pois os ossos dos adultos já se encontram fundidos e não tem mais a capacidade para crescer em comprimento. O termo acromegalia significa literalmente aumento das extremidades e define de forma clara a apresentação clínica do paciente. As principais manifestações vão ser justamente o aumento de forma grosseira das extremidades do corpo. Assim, ocorre alargamento do nariz, aumento dos lábios, crescimento exagerado da mandíbula, proeminência frontal, separação dos dentes e macroglossia (aumento da língua). Além disso ocorre aumento na quantidade de pêlos corporais, hiperidrose (aumento da secreção de suor) e sintomas decorrentes da compressão de estruturais dentro do crânio (causando dor de cabeça, tonturas e alterações da visão). Além das mudanças externas, os órgãos internos também sofrem com o excesso de GH. Ocorre aumento do tamanho dos órgãos o que pode gerar complicações cardiovasculares no futuro pela dilatação do coração.</p>
<blockquote><p>O Gigantismo é a expressão da acromegalia em uma fase diferente da vida (infância).</p></blockquote>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-93" title="shrek" src="http://substanciap.com/wp-content/uploads/2009/12/shrek-300x204.jpg" alt="shrek" width="300" height="204" />Um caso famoso de acromegalia foi o do poeta francês Maurice Tillet (1903-1954). Para quem não sabe, o personagem do cinema Shrek, foi inspirado em uma máscara mortuária do poeta.</p>
<p>O diagnóstico é feito através da dosagem de hormônios (GH e outros) e com a pesquisa de tumores na hipófise através de ressonância magnética ou tomografia.</p>
<p>A maioria dos casos são curáveis com a cirurgia para retirada do tumor (adenomectomia transesfeinoidal). O acesso do cirurgião à hipófise é através da cavidade nasal. O vídeo abaixo ilustra como é feita a operação.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="295" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/66M_oyMGqjk&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="295" src="http://www.youtube.com/v/66M_oyMGqjk&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Projeto Rondon 2009 &#8211; Operação Nordeste-Sul</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 15:44:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Hortiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[defesa]]></category>
		<category><![CDATA[extensão]]></category>
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		<category><![CDATA[rondon]]></category>
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		<description><![CDATA[Recentemente participei do Projeto Rondon fazendo parte da equipe da UFCG na operação Nordeste-Sul. Foram 17 dias de atividades, durante o período de férias, divididos entre Sapé-PB e João Pessoa-PB.
Mas o que é o Projeto Rondon? 
Trata-se de um Projeto de extensão universitária criado pelo Governo Federal e coordenado pelo Ministério da Defesa. O Projeto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente participei do Projeto Rondon fazendo parte da equipe da UFCG na operação Nordeste-Sul. Foram 17 dias de atividades, durante o período de férias, divididos entre Sapé-PB e João Pessoa-PB.</p>
<p>Mas o que é o Projeto Rondon? <img class="alignright size-medium wp-image-73" title="Horta Educativa" src="http://substanciap.com/wp-content/uploads/2009/08/SDC10521-300x225.jpg" alt="Horta Educativa" width="300" height="225" /></p>
<p>Trata-se de um Projeto de extensão universitária criado pelo Governo Federal e coordenado pelo Ministério da Defesa. O Projeto existe desde 1967, quando aconteceu a chamada Operação Zero. No ano de 1989 as atividades foram suspensas e só retornaram em 2005 por pedido da <a href="http://www.une.org.br/" target="_blank">UNE</a>. Desde então vem sendo realizadas duas operações por ano. Sempre no período de férias.</p>
<p>O Rondon tem dois objetivos principais. Um deles, considerado o objetivo primário, é promover a integração social do estudante universitário. O estudante tem a oportunidade de conhecer uma realidade diferente da que vive, compartilhar conhecimento e experiências com uma população que não faz parte do seu convívio diário. Assim, é dado ao estudante uma oportunidade concreta de criar e aprimorar sua visão crítica de como viver em sociedade, além de aplicar na prática os conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula. O objetivo secundário é promover o desenvolvimento regional do município atendido pelo Projeto.</p>
<p>Nessa nova fase do Rondon, a partir de 2005, uma nova abordagem foi criada. Viu-se que o modelo antigo, assistencialista, tinha muitas falhas. Pois apesar de promover o desenvolvimento local durante o período em que os Rondonistas (participantes do projeto) estavam em atividade, quando o Projeto terminava, o município voltava a ser o que era. Portanto, atualmente as atividades do Projeto Rondon são voltadas para a capacitação de agentes multiplicadores. De forma que o município seja capaz de dar continuidade às atividades elaboradas pelos Rondonistas.</p>
<p>E como funciona isso?</p>
<p>Bom, como forma de explicar como o Projeto Rondon funciona de forma geral, vou descrever como aconteceu a Operação que participei.</p>
<p>Tudo começa quando o Ministério da Defesa divulga um Edital explicando onde será a Operação e demais detalhes. A partir daí, as universidades interessadas enviam os projetos de atividades. Cada projeto é analisado e no final há uma seleção. As universidades que tiverem seus projetos aprovados irão participar da operação.</p>
<p>No caso da Operação Nordeste-Sul 2009 foram atendidos 20 municípios do Rio Grande do Sul e 24 da Paraíba. As equipes são distribuídas de forma que cada município recebe duas equipes de universidades diferentes. Cada equipe é formada por 6 alunos e 2 professores coordenadores.</p>
<p>A UFCG foi selecionada para o município de Sapé, onde ficou junto da equipe da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP &#8211; Ribeirão Preto. Nossa equipe era a equipe A, responsável pelos temas de saúde, educação, direitos humanos e cultura. A equipe B, composta pelo pessoal da FEA, ficou responsável pelos temas de adminstração, gestão pública, comércio e desenvolvimento sustentável.</p>
<p>Por aqui já da para ter uma idéia da magnitude desse projeto. Só na Paraíba foram 192 Rondonistas de todo o Brasil.</p>
<p>Num próximo post, vou contar mais sobre a minha experiência pessoal como Rondonista.</p>
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		<title>Medidas tomadas pela UFCG revoltam estudantes</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 22:21:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Hortiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[estudantes]]></category>
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		<description><![CDATA[De acordo com o novo edital de monitoria que entrou em vigor dia 10 de março de 2009, os alunos na UFCG estão impedidos de participarem de mais de um programa institucional simultaneamente. O que pode parecer na teoria uma maneira justa de redistribuição de oportunidades (o que não funciona na prática, já que sobram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-64" src="http://substanciap.com/wp-content/uploads/2009/08/k0767656-150x150.jpg" alt="proibido" width="150" height="150" />De acordo com o novo edital de monitoria que entrou em vigor dia 10 de março de 2009, os alunos na UFCG estão impedidos de participarem de mais de um programa institucional simultaneamente. O que pode parecer na teoria uma maneira justa de redistribuição de oportunidades (o que não funciona na prática, já que sobram vagas para monitores) na verdade funciona como uma maneira de limitar a produção científica da instituição de ensino, fazendo com que os discentes acomodem-se na busca de conhecimentos e fiquem restritos ao que lhes é transmitido em sala de aula. No caso dos estudantes de medicina, essa medida é ainda mais injusta, já que é de conhecimento de todos que na maioria das residências do país, 10% da prova corresponde ao currículo do candidato submetido ao processo de seleção.  <span id="more-63"></span>Além da lei federal que não permite os estudantes de exercerem estágios hospitalares extracurriculares, esse tipo de proibição vem para reduzir de uma vez por todas qualquer possibilidade de crescimento profissional. Um bom médico será aquele que for capaz de produzir cientificamente, de transpor o que foi aprendido na teoria para a prática e claro, aquele que souber tratar seu paciente de maneira humana. E como isso será conseguido se a própria Universidade, que deveria estimular projetos e programas institucionais, faz questão abolir as chances dos estudantes?</p>
<p>A força contrária a essas medidas também é grande: o movimento estudantil. Porém, nos últimos anos poucos, a comodidade tem prevalecido. Aqueles que buscam questionar o sistema de ensino e suas regras, logo vistos como “do contra” e tachados de brigões. O receio e o conformismo estão fazendo com que uma das classes mais importantes do país tenha sua voz reprimida e seus direitos submetidos a opiniões unilaterais e teoricamente inquestionáveis. Deixo aqui os seguintes questionamentos: até quando vamos aceitar o que não concordamos? Até quando vamos baixar a cabeça e fingir que tudo está bem, quando o que mais queremos é lutar pelos nossos direitos? Até que ponto o medo da exposição e da derrota irá nos limitar? Essas são perguntas que somente a nossa vontade e coragem irão responder.</p>
<p>Camila Queiroz Leite de Lima</p>
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		<title>Crônica de uma estudante.</title>
		<link>http://substanciap.com/index.php/2007/09/28/cronica-de-uma-estudante/</link>
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		<pubDate>Sat, 29 Sep 2007 00:50:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Hortiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>

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		<description><![CDATA[
O texto abaixo foi escrito por Camila Queiroz e retrata as experiências pessoais dela enquanto estudante de medicina.
Obrigado Camilinha por contribuir para o blog. =)
É tudo tão difícil. Primeiro, vem o sonho. Você sabe que poucos conseguem realizá-lo, e por uma razão desconhecida, você continua sonhando.
Depois vem uma série de processos, como o questionamento dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://image.bayimg.com/hahliaabe.jpg" align="left" height="222" width="322" /></p>
<blockquote><p>O texto abaixo foi escrito por <a href="mailto:camilaqldl@hotmail.com">Camila Queiroz</a> e retrata as experiências pessoais dela enquanto estudante de medicina.</p>
<p>Obrigado Camilinha por contribuir para o blog. =)</p></blockquote>
<p>É tudo tão difícil. Primeiro, vem o sonho. Você sabe que poucos conseguem realizá-lo, e por uma razão desconhecida, você continua sonhando.</p>
<p>Depois vem uma série de processos, como o questionamento dos outros sobre sua escolha, a expectativa dos pais, e principalmente, aquela perguntinha martelando em sua cabeça : SERÁ QUE VOU CONSEGUIR? Não sabe você que esta será uma pergunta constante durante o restante de sua vida.</p>
<p>Aí começam as renúncias, que se extendem desde festas e passeios, até falta de atenção a família, amigos, namorado&#8230;mas você renuncia. Ou não. No final das contas todos nós podemos escolher, e é justamente quando o cansaço bate, quando a mente está já tão cheia de informações que você não consegue aprender mais nada (mas não larga o livro), quando todos reclamam que você está estressado, é que a escolha é feita. Você poderia seguir pelo caminho mais fácil, curtir toda sua juventude intensamente, viver pra você e pro mundo, mas não, você segue sonhando; isso claro, quando dá tempo, porque são muitos os dias em que se tem que ficar acordado, estudando até tarde, e tendo que acordar cedo, pois não deixam mais entrar os alunos depois da 7 e meia na sala de aula.<span id="more-51"></span></p>
<p>O tempo passa. A vida continua. Mas será que sua vida é mais do que viver em cima de apostilhas, viver assistindo aula, e deixando de lado as pessoas que mais você ama? Essa é outra pergunta que, com certeza, depois de certo momento, vai te acompanhar.</p>
<p>Chega o tão esperado dia, pelo qual você vem se preparando a meses. E agora? É agora, na verdade. Uma prova vai decidir seu destino: ou você é o sorteado na loteria ( porque claro, não é 100% esforço e inteligência) ou você é jogado na jaula novamente e com fome. Com muita fome. Mas onde estão os leões? Será que estão no passado? Logo você vê que não, que eles ainda estão por vir, e o pior de tudo, são dos grandes. Sua fome, no entanto é saciada: mais conhecimento, mais sabedoria. E você que achava que havia se livrado das noites em claro, ah, engano seu. Agora é que elas começam realmente e dessa vez bem mais frequentes. A ausência aumenta. Você agora, tem que modificar toda sua vida. Muda-se de cidade, mora com pessoas totalmente desconhecidas, tem que aprender a se virar de todo jeito, porque é assim, ou você aprende, ou aprende.</p>
<p>As renúncias também continuam, porém agora doem mais. Acho que é porque  você vê de repente, que não tem mais jeito, sua adolescência está passando e você quer, mas não pode, porque não dá tempo, agarrá-la. Seus amigos agora <img src="http://image.bayimg.com/hahlnaabe.jpg" align="right" height="279" width="288" />são outros; você também não entende porque eles não são como os de antigamente. O medo sim, este torna-se seu amigo. Medo de fracassar, de ter chegado tão longe mas sem saber direito para onde ir&#8230;a vontade de chorar que às vezes bate, mas agora você já é quase adulto, e tem que ser forte, afinal, não foi assim que te disseram, você deve ser forte sempre. O resto é manha. Mas você não tem esse direito? Os últimos anos foram de coragem e de batalhas, batalhas estas que nunca acabam e vão ficando cada vez mais difíceis. Cada vez mais perguntas surgem : quais as enzimas da glicólise? Devo ir para aquela festa? Qual o nome daquele giro? E onde estão meus pais? O que causa o infarto? ONDE É QUE EU ESTOU E PRA ONDE ESTOU INDO??? São tantos questionamentos, tantas dúvidas&#8230;devia ter um dicionário. Porque ninguém te diz o que você vai encontrar ou como vai ser. Mesmo assim você continua, afinal isso tem que fazer sentido.</p>
<p>Você vê as pessoas morrendo, as pessoas matando, as pessoas sofrendo&#8230;e você sabe que se não conseguir, você que vai sofrer, o sonho não será realizado, e me diz, COMO É QUE VOCÊ SERIA CAPAZ DE DEIXAR ISSO FUGIR DO SEU CORAÇÃO??? Não, isso não pode acontecer, pois há um motivo bem maior do que você imagina: sua vida agora é essa. Apesar de ela ser repleta de desconfiança, insegurança, ela é cheia de sonhos mais que a vida de muitos. E ela agora é a vida também de outras pessoas. E você ama tanto tudo aquilo, ama ter que acordar cedo, ama encontrar as mesmas pessoas todos os dias, ama porque não tem tempo para si, ama, ama, ama&#8230;ama de um jeito que não valeria mais a pena viver se isso tudo não existisse. De vez em quando agradece a Deus por ter conseguido, obrigada meu Deus!!!!!! Você realmente conseguiu e isso, mas uma boa dose de paciência e dedicaçao, vai te levar até onde você sempre quis chegar: no dom de doar a vida pra salvar a vida de outra pessoa. Já é o bastante. Já é gratificante o suficiente pra você saber disso. Existe uma estrada pela frente, e o amor e a fé te movem.</p>
<p>Você, por incrível que pareça, se encontra justamente naquilo que te fez sentir tantas vezes perdido. Mas é assim. Foi uma escolha e a melhor escolha que se possa imaginar. Algo que realmente te engrandece . É perfeito até quando parece ser cheio de defeitos. Mas você sente que não, isso é realmente perfeito e incrível&#8230; e por isso você segue, passando por obstáculos, desilusões, mas segue&#8230; é sua vida, a medicina que você ama incondicionalmente.</p>
<p>Camila Queiroz</p>
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		<title>Como um médico deve agir.</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Sep 2007 22:06:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Hortiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>

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		<description><![CDATA[O texto abaixo é um relato de caso clínico que mostra o que acontece na nossa realidade e expõe exemplos a serem seguidos e outros não.
O comportamento se altera
Uma senhora branca, viúva, de 90 anos, previamente sadia e sem uso regular de fármacos inicia alterações comportamentais e agitação psicomotora. Ela mora em seu apartamento próprio, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>O texto abaixo é um relato de caso clínico que mostra o que acontece na nossa realidade e expõe exemplos a serem seguidos e outros não.</p></blockquote>
<p><img src="http://image.bayimg.com/hahjbaabd.jpg" align="left" height="184" width="184" />O comportamento se altera</p>
<p>Uma senhora branca, viúva, de 90 anos, previamente sadia e sem uso regular de fármacos inicia alterações comportamentais e agitação psicomotora. Ela mora em seu apartamento próprio, é financeiramente independente (tem 3 filhos, cada um com sua família e apenas um morando na mesma cidade) e tem duas acompanhantes que se revezam. Numa das visitas à mãe, um dos filhos nota que ela está se comportando estranhamente, além de não reconhecê-lo, algo que jamais havia ocorrido. Um clínico é chamado para uma visita domiciliar.<span id="more-50"></span></p>
<p>Alterações comportamentais de início agudo, principalmente se associadas a agitação psicomotora, são clássicas da síndrome do delirium, um desarranjo no funcionamento cerebral superior que conhece várias etiologias. Em muitas situações existe uma alteração primária fora do sistema nervoso (infecção, distúrbio hidro-eletrolítico, uso de fármacos, por exemplo) que acaba comprometendo a função neuronal. É claro que a síndrome do delirium pode se instalar sobre situações neurológicas bem definidas (doença de Parkinson, doença de Alzheimer, para citar algumas), mas é essencial que se reconheça que doenças outras que não as neurológicas e psiquiátricas podem levar ao quadro. Poucas situações pedem por uma avaliação clínica tão abrangente quanto a de uma pessoa com a esta síndrome.</p>
<p>O clínico medica</p>
<p>O clínico visita a senhora e prescreve olanzapina. O uso de neurolépticos em uma pessoa com alterações comportamentais é uma tentação difícil de resistir. Haloperidol e clorpromazina, os nomes tão clássicos da primeira geração dessas drogas, logo vêem à mente. Seus benefícios são bem documentados, mas seus efeitos colaterais bem conhecidos (principalmente parkinsonismo e alterações cardíacas) sempre refreiam seu uso. Principalmente em pessoas idosas e de maior poder aquisitivo, fica-se muito tentado a prescrever um neuroléptico mais novo, como risperidona, olanzapina ou quetiapina.</p>
<p>Esses últimos fármacos foram desenvolvidos na esperança de melhorarem os chamados sintomas negativos da esquizofrenia (principalmente o isolamento social), uma vez que os sintomas positivos (as alucinações e delírios) já eram bem controlados pelos de primeira geração. Acreditava-se, até pouco tempo atrás, que essas drogas ofereciam um grau de segurança muito maior (em termos de efeitos colaterais), um pensamento que começa a cair por terra (NEJM 2006;355:1525). O uso hoje de neurolépticos de última geração precisa ser pensado caso a caso, sempre lembrando de seu alto custo. Uma situação em que eles, principalmente a olanzapina, encontram um nicho bem definido é no tratamento das alucinações de pacientes com algumas síndromes Parkinson mais (como a demência dos corpos de Lewy), em que as drogas de primeira geração são muito mal toleradas. De qualquer maneira, o uso de um neuroléptico nesta senhora, sem qualquer outra ação, significa que o médico abdicou de fazer um diagnóstico etiológico e está satisfeito em medicar sintomaticamente, algo que até pode ser feito; mas não será ainda muito cedo para isto?</p>
<p>Não há qualquer melhora</p>
<p>Um neurologista então é chamado e decide pela hospitalização. Hospitalizar uma pessoa com vistas a centralizar as investigações diagnósticas pode ser uma estratégia útil. Entretanto, é preciso evitar a hospitalização que só traz benefícios para o médico. De qualquer forma, se existe um fator de risco bem conhecido para o desencadeamento de uma síndrome do delirium numa pessoa idosa, este é a hospitalização.</p>
<p>As investigações e a prescrição de alta</p>
<p><img src="http://image.bayimg.com/hahjkaabd.jpg" align="left" height="227" width="244" />Durante a hospitalização, as investigações consistem em hemograma, bioquímica básica, urina EAS, urocultura e radiografia de tórax, todos normais. É solicitada uma avaliação cardiológica (exame físico e ECG) que também nada revela. A senhora então recebe alta com prescrição de risperidona e sem explicação sobre o que está acontecendo. Observe que voltamos ao patamar anterior: tratamento sintomático de uma síndrome do delirium, sem qualquer idéia da etiologia. Isto certamente pode acontecer, mas continue acompanhando o desenrolar da história.</p>
<p>O quadro se exacerba</p>
<p>Em casa, a situação se deteriora: a agitação aumenta. Contactado por telefone, o neurologista orienta reinternação: “procurem o plantão”. A senhora é internada novamente, para outro neurologista.</p>
<p>Isto não está bem. Temos uma senhora com síndrome do delirium, de etiologia desconhecida, nitidamente não respondendo a neurolépticos de última geração (até agora, olanzapina e risperidona), reinternada, e para outro neurologista que, agora, será o terceiro médico a vê-la.</p>
<p>Este último profissional solicita uma TC craniana que revela grande processo expansivo comprometendo lobos frontal, temporal e parietal à esquerda, com leve efeito de massa, notável sobre o corno anterior do ventrículo lateral esquerdo, com grande probabilidade de neoplasia maligna primitiva. Comenta com a família que “não há nada a fazer”, a não ser a internação para uma instituição para pacientes terminais. A família não concorda com esta indicação e o profissional dá alta com prescrição de dexametasona, 12 mg/dia.</p>
<p>Em casa, a agitação se torna ainda mais intensa, a ponto de fazer com que vizinhos perguntem o que está acontecendo. Contactado pelo telefone, o último neurologista orienta: “dê um comprimido de gardenal de 100.” Ao comparecer à farmácia, o filho descobre que este medicamento só é vendido com receita médica!</p>
<p>A família se sente perdida</p>
<p>Observe que existem razões para isso:</p>
<p>O primeiro médico (clínico) não fez mais contato para saber sobre a evolução da senhora; e isto após uma prescrição<img src="http://image.bayimg.com/hahjcaabd.jpg" align="right" height="188" width="250" /> de olanzapina! Jamais se prescreve um neuroléptico sem se acompanhar a evolução. Mesmo que a família não dê notícias, é obrigação do médico se informar.<br />
O segundo médico (neurologista) não fez o diagnóstico etiológico (síndrome do delirium associada a um tumor cerebral) que, por acaso, era essencialmente neurológico. Prescreveu uma droga (risperidona) do mesmo grupo de outra (olanzapina) que já não havia funcionado (será que ele sabia desse uso prévio?). Nunca visitou a senhora na segunda hospitalização (que foi no mesmo hospital) e nunca mais fez contato com a família.<br />
O terceiro médico (neurologista) fez o diagnóstico etiológico, orientou a instituição para pacientes terminais (será que sabe a razão pela qual a família não concordou?), deu alta com prescrição de dexametasona (presumivelmente para redução do edema cerebral associado), sem indicação de tempo de tratamento nem prazo para reavaliação, e finalmente, quando consultado por telefone, prescreveu fenobarbital, para o qual sabia da exigência de receita.<br />
Por mais que a família possa ter sua parcela de responsabilidade (e certamente tem) por esses encontros tão cheios de problemas, não há como isentar os médicos.</p>
<p>O quarto médico</p>
<p>Um outro clínico é chamado para uma visita domiciliar. A pessoa que solicita a visita diz que o médico encontrará a senhora com a empregada. Isto não é bom, e indica muito sobre o comportamento da família. Como é possível que não haja nenhum parente presente num caso assim? O médico exige a presença de um parente como condição para a visita.</p>
<p>A história</p>
<p>Na visita, a nora da paciente conta a história: vida saudável, com filho falecido de tuberculose pulmonar há 2 anos, e acidente cerca de 1 mês antes do início do quadro atual, em que foi arranhada por cachorro. Os sinais vitais estão preservados e, incrivelmente, está aceitando alimentação e as funções excretoras estão preservadas. A TC craniana mostra os achados já descritos.</p>
<p>A ação</p>
<p>O médico identifica a cuidadora principal (uma das empregadas), avalia seu potencial, explica o que está acontecendo, suspende dexametasona e inicia haloperidol gotas, após explicar que o número de gotas e o espaçamento entre elas acontecerão de acordo com a resposta. Agenda visita de acompanhamento, diária, até definição do resultado (que é alcançado em 48 horas, prazo em que a agitação cede completamente, com a dose de 4 gotas 4 vezes ao dia). No dia seguinte ao da visita domiciliar, a família é convocada ao consultório onde os seguintes passos são dados:</p>
<p>Explica o que está acontecendo: uma síndrome do delirium por um provável tumor cerebral.<br />
Explica que certeza sobre o tumor cerebral só com uma biópsia para obtenção de algum tecido.<br />
Explica que o contato prévio com um caso de tuberculose (filho) a coloca em risco de ter contraído a infecção.<br />
Explica que a tuberculose encefálica pode simular um tumor.<br />
Explica que o acidente com o cachorro pode ter transmitido uma infecção: raiva (caso em que o achado radiográfico não teria relação com a clínica atual) e abscesso cerebral são possibilidades.<br />
Pergunta sobre o paradeiro do cachorro: está vivo e normal. Descarta raiva.<br />
Pede autorização para consultar um especialista em imagens para tentativa de definição do diferencial: tumor, tuberculose, abscesso e possível necessidade de investigações adicionais.<br />
Responde a dúvidas gerais da família.<br />
A esperança de uma outra opção diagnóstica não se concretiza</p>
<p>O contato com 2 imagenologistas especializados em sistema nervoso descarta outras possibilidades que não o tumor. Os colegas dizem que não há outro exame de imagem disponível que possa dar mais informações. Certamente só a biópsia seria definitiva, mas todos concordam que seria muito agressiva e com baixa probabilidade de alterar a história neste contexto. A família é comunicada e todos concordam com o acompanhamento em casa. A paciente está em paz, sem qualquer agitação e, surpreendentemente, aceitando alimentação e hidratação oral normalmente. No entanto, não é capaz de se comunicar com conteúdo. Fala algumas coisas e mantém controle esfincteriano. Os sinais vitais não se alteraram e ela alterna os dias entre a cama e a poltrona. Segue comandos durante o banho. O médico forja uma aliança cada vez maior com a cuidadora e família (telefonemas e visitas pontuais), preparando-os para o desenlace. Desde que se alcançou controle total da agitação, a dose de haloperidol vem sendo diminuída. No mesmo dia da última visita a paciente falece. O médico faz a última visita, preenche a declaração de óbito, é convidado a escolher com a família a urna funerária (naturalmente declina desta participação, explicando que se trata de uma escolha muito pessoal), e escuta da cuidadora: “ela morreu na minha mão.”</p>
<p>A última tarefa</p>
<p>Uma semana após, o médico escreve uma carta de condolências, um fecho para o caso que acompanhou.</p>
<p><strong>Este caso leva a várias reflexões, mas acima de tudo, à necessidade imperiosa de que cada paciente se sinta acompanhado por um médico, um médico de referência, seu médico pessoal. Se houver uma doença bem definida pertencente claramente a uma especialidade, o especialista pode naturalmente ser este médico, mas desde que se comporte como um médico em plenitude. Não deixa de ser irônico que nesta situação, com um diagnóstico essencialmente neurológico, dois especialistas não tenham conseguido estabelecer um vínculo de confiança, base para qualquer prática médica.</strong></p>
<p>(O texto foi retirado do site www.medicinaatual.com.br)</p>
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		<title>Hipertensão Arterial &#8211; Artigo</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Sep 2007 05:20:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Hortiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[fisiologia]]></category>
		<category><![CDATA[hipertensão]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesse período da faculdade eu, juntamente com um grupo de mais 12 pessoas (todos alunos da UFCG), fizemos um trabalho sobre hipertensão arterial sistêmica (HAS) para a disciplina de fisiologia III. O trabalho aborda vários aspectos da HAS desde a etiologia, epidemiologia até tratamento, fisiopatologia etc.
Como foi escrito em uma linguagem bem acessível, achei interessante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse período da faculdade eu, juntamente com um grupo de mais 12 pessoas (todos alunos da <a href="http://www.ufcg.edu.br" title="Universidade Federal de Campina Grande" target="_blank">UFCG</a>), fizemos um <a href="http://substanciap.com/wp-content/uploads/2007/09/trabalho-de-fisiopatologia-hipertensao-arterial.pdf" title="Hipertensão Arterial Sistêmica.">trabalho</a> sobre hipertensão arterial sistêmica (HAS) para a disciplina de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Physiology" title="Wiki it!" target="_blank">fisiologia</a> III. O trabalho aborda vários aspectos da HAS desde a etiologia, epidemiologia até tratamento, fisiopatologia etc.</p>
<p>Como foi escrito em uma linguagem bem acessível, achei interessante disponibilizar no blog.</p>
<p>Os participantes do grupo de trabalho estão na última página do arquivo, lembrando novamente que o artigo não foi de minha autoria apenas.</p>
<p>O arquivo está em <a href="http://www.adobe.com/products/acrobat/readstep2.html" title="Baixe o Adobe Reader." target="_blank">PDF</a>, clique <a href="http://substanciap.com/wp-content/uploads/2007/09/trabalho-de-fisiopatologia-hipertensao-arterial.pdf" title="Hipertensão Arterial Sistêmica.">aqui</a> para baixar.</p>
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		<title>Primeira Cirurgia</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Sep 2007 23:25:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Hortiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[cardíaca]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia]]></category>
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		<description><![CDATA[Essa última quarta-feira foi um dia não muito comum para mim. Depois de tanto tempo com a cara enfiada nos livros e com a ansiedade de ir para o profissional, colocar em prática os conhecimentos do básico. Eis que surge uma oportunidade de ver a medicina na prática.
Durante o terceiro período do curso, um dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://image.bayimg.com/naghkaabm.jpg" align="left" height="192" width="192" />Essa última quarta-feira foi um dia não muito comum para mim. Depois de tanto tempo com a cara enfiada nos livros e com a ansiedade de ir para o profissional, colocar em prática os conhecimentos do básico. Eis que surge uma oportunidade de ver a medicina na prática.</p>
<p>Durante o terceiro período do curso, um dos professores de anatomia III (<a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4138538U2" target="_blank">Dr. </a><a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4138538U2" target="_blank">Valdir Cesarino</a>), que também é cirurgião cardiovascular, convida toda a turma para dividir-se em duplas e todas as quartas-feiras uma dupla vai para o hospital assistir uma de suas cirurgias.</p>
<p>Minha vez de ir assistir a cirurgia seria na próxima semana mas um imprevisto aconteceu, o que fez com que fosse antecipada uma semana, ou seja, essa última quarta-feira.<span id="more-38"></span></p>
<p>Chegamos no hospital eu e meu colega de sala José Ricardo por volta das 11:30. Perguntamos onde ficava o centro cirúrgico e fomos até o local indicado. Chegando lá damos de cara com o professor já levando a paciente da sala de cirurgia para a UTI. Como a cirurgia já tinha acabado ele disse para voltarmos à tarde que haveria outra.</p>
<p>Dessa vez chegamos na hora marcada, 13 horas, e fomos direto para o centro cirúrgico. A cirurgia já estava começando e por isso não tinha ninguém no vestiário. Como era a primeira cirurgia que eu iria assistir, não fazia a menor idéia de como entrar na sala cirúrgica. No vestiário via aquele monte de roupas verdes e na minha cabeça a dúvida &#8220;eu visto isso por cima da roupa ou não?&#8221;. Bom, seguindo a lógica de quem está perdido, simplesmente segui o mestre. Como meu colega já tinha assistido a um cirurgia ele foi me orientando. Além disso, para nossa sorte, um dos enfermeiros chegou atrasado e também deu umas dicas. Afinal era tudo muito simples, tirar a roupa e vestir a roupa esterilizadas, mascara e toca.</p>
<p>Quando finalmente entro na sala de cirurgia, vejo que já tinha começado. Mas não fazia muito tempo, tinham acabado de fazer a incisão.</p>
<p>A maioria das pessoas, eu estava incluído nesse grupo, não faz idéia do quão incrível é uma cirurgia cardíaca. Para essas pessoas e para os estudantes de medicina que ainda não tiveram a mesma oportunidade é que escrevo esse post, compartilhando uma das experiências mais fantásticas que já vivi.</p>
<p>A cirurgia foi uma troca de válvula <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%A1lvula_mitral" title="O que é isso?" target="_blank">mitral</a> e todo o processo é inacreditável. Começando pela incisão, feita no esterno com uma espécie de serra elétrica, o cheiro de carne queimada imediatamente sobe no ar. Após aberto o tórax e colocado os afastadores é possível ver o coração batendo. Como a paciente apresentava <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Atrial_fibrillation" title="O que é isso?" target="_blank">fibrilação atrial</a> com alta resposta ventricular, os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ventr%C3%ADculo_%28cora%C3%A7%C3%A3o%29" title="O que é isso?" target="_blank">ventrículos</a> estavam a 160bpm em média. Enquanto os átrios realizavam movimentos irregulares semelhante a espasmos e não caracterizavam batimentos em si, isso é devido a fibrilação.</p>
<p>Após expor o coração é agora que começa todo o trabalho. Primeiro o cirurgião troca a circulação do coração para uma máquina, chamada máquina de perfusão ou <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Circula%C3%A7%C3%A3o_extracorp%C3%B3rea" title="O que é isso?" target="_blank">circulação extracorpórea</a>, que assume o papel de coração e pulmões, oxigenando e bombeando o sangue. Isso é feito ligando três tubos aos três vasos sistêmicos do coração, a aorta e as veias cavas superior e inferior. Feito isso é injetada uma substância <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cardioplegia" title="O que é isso?" target="_blank">cardioplégica</a> (diminui a atividade cardíaca), que faz o coração parar. Isso mesmo, o coração fica parado durante toda a cirurgia, assim como os pulmões que também ficam inativos devido a anestesia aplicada.</p>
<p>Com o coração já parado, coloca-se gelo para diminuir a temperatura até 8 ºC e conseqüentemente o metabolismo celula, fazendo com que o tecido resista por mais tempo sem suprimento sanguíneo adequado. Nesse ponto o cirurgião abriu o coração com uma incisão no átrio esquerdo para chegar na válvula mitral doente (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mitral_valve_prolapse" title="O que é isso?" target="_blank">insuficiência mitral</a>). Ele removeu a válvula lesada e substituiu por uma prótese feita de válvula aórtica de porco. A partir de agora o trabalho é todo o inverso mas não menos excitante. Fechar o coração, fazer voltar a bater e retornar a circulação da máquina para o coração. É fascinante a que nível a medicina evoluiu, a ponto do ser humano ser capaz de parar e logo reanimar o coração, tudo isso com um controle preciso.</p>
<p>Com o coração já batendo e a nova válvula no lugar é feito toda uma checagem para ver se correu tudo bem na cirurgia. Como estava tudo dentro dos conformes é hora de fazer a sutura. Como não há como usar gesso para reparar a fratura no esterno, é feita uma sutura com fios de aço. Vários pontos são dados com fios de aço para unir as duas metades do esterno. Esses fios irão permanecer na paciente para o resto da vida. Agora a síntese cirúrgica termina a operação, com sutura de músculo, tecido subcutâneo e pele.</p>
<p>Depois de quase cinco horas de cirurgia a paciente é levada para UTI.</p>
<p>Meu dia porém ainda não havia acabado. Tive a oportunidade de assistir ainda uma substituição de marca-passo e um implante de marca-passo com cateterismo.</p>
<p>O melhor foi no final do dia, cerca de três horas após a cirurgia, visitar a paciente e ver que ela já estava conversando e se sentindo bem com seu coração &#8220;reformado&#8221;. Esse tipo de atividade é um estímulo sem tamanho para o estudante de medicina e uma oportunidade para experimentarmos novas áreas da medicina. Acredito que mais professores médicos deveriam dar esse tipo de oportunidade, principalmente para os estudantes que ainda estão no básico, sempre ansiosos para se sentirem médicos de verdade.</p>
<p>A foto abaixo foi tirada pouco depois da operação e mostra parte do time que eu acompanhei:</p>
<p><a href="http://image.bayimg.com/naghbaabm.jpg" target="_blank"><img src="http://image.bayimg.com/naghbaabm.jpg" title="Equipe cirúrgica" alt="Equipe cirúrgica" align="middle" height="362" width="486" /></a></p>
<p>Da esquerda para direita: Eu, Dr. Valdir Cesarino (nosso professor e cirurgião), Sueli (enfermeira) e José Ricardo (colega de sala).</p>
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		<title>O curso de medicina em poucas palavras</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Aug 2007 06:10:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Hortiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[curso]]></category>
		<category><![CDATA[estudante]]></category>
		<category><![CDATA[universidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Estudantes, vestibulandos, curiosos e até mesmo os próprios calouros de medicina geralmente têm muitas dúvidas a respeito do curso. Talvez por não existir muita informação disponível para quem está de fora da faculdade, ou pela diferença de grades entre as diversas faculdades brasileiras. Eu tive a experiência de entrar na faculdade de medicina um pouco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://image.bayimg.com/oagioaabi.jpg" title="Removing Gloves, Oil on Canvas, 20 inches by 16 inches, By Joe Wilder, M.D., Dartmouth College '42 (1920-2003)" alt="Removing Gloves, Oil on Canvas, 20 inches by 16 inches, By Joe Wilder, M.D., Dartmouth College '42 (1920-2003)" align="left" height="255" width="201" />Estudantes, vestibulandos, curiosos e até mesmo os próprios <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Calouro" title="Calouro/fera/bixo tudo a mesma coisa." target="_blank">calouros</a> de medicina geralmente têm muitas dúvidas a respeito do curso. Talvez por não existir muita informação disponível para quem está de fora da faculdade, ou pela diferença de grades entre as diversas faculdades brasileiras. Eu tive a experiência de entrar na faculdade de medicina um pouco cego sobre como funciona um curso universitário e sabia menos ainda sobre o curso médico em si.</p>
<p>O que aprendi com o tempo é que só fazendo parte do &#8220;negócio&#8221; se tem um completa dimensão de como tudo é organizado.<span id="more-32"></span></p>
<p>Vale a pena lembrar que a maioria das dúvidas que tentarei esclarecer eram dúvidas que eu mesmo tinha ao entrar no curso e que acredito que a maioria dos calouros de medicina também tenham. (As informações podem variar de acordo com a faculdade).</p>
<p>O curso de medicina é dividido em três partes: básico, profissional e internato.</p>
<p>No <em>básico</em> estudamos as disciplinas teóricas fundamentais da medicina como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fisiologia" title="Wiki it!" target="_blank">fisiologia</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Patologia" title="Wiki it!" target="_blank">patologia</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anatomia" title="Wiki it!" target="_blank">anatomia</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Biochemistry" title="Wiki it!" target="_blank">bioquímica</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Farmacologia" title="Wiki it!" target="_blank">farmacologia</a> etc. Geralmente essas disciplinas são pagas junto com os demais cursos da área de saúde num campus coletivo. No caso da <a href="http://www.ufcg.edu.br" title="Universidade Federal de Campina Grande" target="_blank">UFCG</a>, onde estudo, como na <a href="http://www.ccbs.ufcg.edu.br/" title="Centro de Ciências Biológicas e da Saúde." target="_blank">área de saúde</a> só existe o curso de medicina por enquanto, temos exclusividade com os professores.</p>
<p>São dois anos com carga horária integral, aulas pela manhã e à tarde, todos os dias da semana (excluindo o fim de semana, claro).  É no básico que iremos criar a  nossa base teórica para a prática médica e é esta base que vai diferenciar um médico de verdade de um mero técnico. Como costuma dizer um dos meus professores: &#8220;o básico é o alicerce da sua formação médica, faça um bom alicerce que os próximos passos terão onde se apoiar. Um alicerce fraco fará seu prédio desabar&#8221;</p>
<p>Durante esses dois primeiros anos temos pouco contato com a prática clínica. Por essa razão muitos estudantes se frustram com o curso, pois acham que não estão &#8220;estudando para ser médico&#8221;. É comum ouvir os calouros reclamando pelos corredores &#8220;Eu vou ser médico, não bioquímico, isso não vai servir para nada!&#8221;. Coisa de calouro mesmo.</p>
<p>A próxima etapa é o <em>profissional</em>. Agora nos mudamos para o Hospital Universitário e é aqui que começamos a nos sentir médicos de verdade.</p>
<p>A disciplina cartão-de-visita do curso profissional é a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Semiologia_%28m%C3%A9dica%29" title="Wiki it!" target="_blank">semiologia</a>. Nela se aprende &#8220;como ser um médico&#8221;. A partir de agora já se tem contato com os pacientes, estuda-se as diversas práticas clínicas e cirúrgicas. Pagamos as disciplinas médicas propriamente ditas como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cardiologia" title="Wiki it!" target="_blank">cardiologia</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pneumology" title="Wiki it!" target="_blank">pneumologia</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Endocrinologia" title="Wiki it!" target="_blank">endocrinologia</a> etc. É no profissional que seremos formados futuros médicos generalistas.</p>
<p>Após dois ou três anos de profissional (dependendo da faculdade) vem o <em>internato.</em> Nessa fase do curso o estudante irá colocar em prática tudo que aprendeu durante esses duros anos de faculdade. Variando entre um a dois anos de duração, o internato consiste em um rodízio de especialidades médicas básicas, geralmente <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pediatria" title="Wiki it!" target="_blank">pediatria</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cirurgia" title="Wiki it!" target="_blank">cirurgia</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ginecologia_e_obstetr%C3%ADcia" title="Wiki it!" target="_blank">ginecologia e obstetrícia </a>e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Internal_medicine" title="Wiki it!" target="_blank">clínica médica</a>. O aluno treina em plantões supervisionado por professores ou residentes do hospital.</p>
<p>Se o aluno planeja ser um médico generalista e ele conseguir passar por todas essas etapas, parabéns, agora é só comprar a beca e esperar pela formatura!</p>
<p>Mas se o aluno tem a pretensão de se tornar um especialista, não há tempo para descanso. O pior ainda está por vir, a prova de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Resid%C3%AAncia_m%C3%A9dica" title="Wiki it!" target="_blank">residência</a>. Mas isso será assunto de um próximo post.</p>
<p><em>P.S.: essas informações são válidas para a UFCG, podendo variar em relação a outras faculdades, no entanto maioria segue esse padrão com pequenas alterações no currículo.</em></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Letra de Médico, até quando?</title>
		<link>http://substanciap.com/index.php/2007/08/28/letra-de-medico-ate-quando/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Aug 2007 01:20:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Hortiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[letra]]></category>
		<category><![CDATA[médico]]></category>
		<category><![CDATA[receita]]></category>

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		<description><![CDATA[Que letra de médico é feia todo mundo sabe. Agora de onde vem essa tradição da classe médica? Tradição essa que eu, particularmente, acho que já deveria ter sido abolida por não ter nenhuma utilidade e só causar prejuízos. E se tratando de saúde, qualquer descuido pode ser fatal.
Essa é uma daquelas perguntas do tipo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.guibord.com/technical_writing-1.jpg" align="left" height="224" width="167" />Que letra de médico é feia todo mundo sabe. Agora de onde vem essa tradição da classe médica? Tradição essa que eu, particularmente, acho que já deveria ter sido abolida por não ter nenhuma utilidade e só causar prejuízos. E se tratando de saúde, qualquer descuido pode ser fatal.</p>
<p>Essa é uma daquelas perguntas do tipo &#8220;muito se especula, pouco se conhece e nada se conclui&#8221;.  Então vou logo adiantando àqueles que esperam uma resposta definitiva para ela: não existe nenhum estudo conclusivo da origem exata dessa tradição, se era isso que você esperava, sinto muito, pode parar de ler esse texto agora.<span id="more-21"></span></p>
<p>O que se sabe é que existem várias &#8220;teorias&#8221; que tentam explicar como surgiu essa marca registrada dos médicos. O mais plausível é que todas elas tenham um fundo de verdade e que vários fatores contribuíram ao longo dos anos para a consolidação dessa tradição.</p>
<p>Abaixo estão listadas as possíveis origens da escrita ilegível dos homens-de-branco:</p>
<ul>
<li>No passado era preciso escrever fórmulas farmacêuticas extensas com caneta bico-de-pena em papéis de baixa qualidade que não absorviam bem a tinta;</li>
<li> Evitar que pessoas leigas leiam a receita;</li>
<li>Criar uma &#8220;marca registrada&#8221; para a classe médica;</li>
<li>Perpetuar a tradição, seguindo a moda;</li>
<li>Durante a faculadade de medicina, como os alunos são exigidos a escrever muito rápido para acompanhar as aulas, acabam se acostumando com a letra desleixada.</li>
</ul>
<p>Como é um enigma ainda sem solução, existem outros fatores que podem ter dado origem ao fato, mas que não convém lista-los  aqui.  Ademais, esses são os principais e mais prováveis.</p>
<p>Algumas justificativas podem parecer absurdas. Como tentar impedir que o paciente leigo leia sua própria receita. No entanto, infelizmente, é comum encontrar médicos que compartilham desse pensamento. Que aliás, é fortemente desaconselhado pelo próprio <a href="http://www.portalmedico.org.br/" title="Conselho Federal de Medicina." target="_blank">Conselho Federal de Medicina</a>.</p>
<p>Das justificativas acima eu, como estudante de medicina, compartilho apenas com a de que precisamos nos acostumar a escrever muito rápido. Isso é bem verdade, visto que as aulas do curso médico são muito corridas e geralmente com diversos termos técnicos novos a cada aula. Embora pense que esse vicio adquirido na faculdade não deva ser levado para a vida profissional.</p>
<p>Uma letra clara e legível é de suma importância  quando se trata do receituário médico. O que é mais importante para o ser humano senão sua saúde? Uma receita escrita de forma que possa vir a gerar confusão é uma ameaça à saúde pública que pode causar conseqüências bastante desagradáveis, inclusive para o médico.</p>
<p>Até mesmo profissionais de saúde acostumados com esse tipo de prática, como farmacêuticos e enfermeiros, podem se confundir e trocar a medicação prescrita ou sua dose. Criando assim um problema sério.</p>
<p>Aqui vai um conselho. Se você receber uma receita que esteja difícil de ler, retorne ao seu médico e peça-o que explique todos os dados da receita. Sempre antes de sair da consulta revise com o médico os medicamentos prescritos, as doses e horários estabelecidos.</p>
<p>O médico, como qualquer outro prestador de serviços, também está sujeito as leis de <a href="http://www.mj.gov.br/DPDC/servicos/legislacao/cdc.htm" title="Códico de Defesa do Consumidor." target="_blank">defesa do consumidor</a>. Portanto se você também é estudante de medicina e pretende perpetuar esse mal-costume é bom ficar avisado. Essa prática só traz incômodos tanto para o paciente quanto para o médico.</p>
<p>Então diante do exposto fica o aviso, médicos: vamos procurar evitar tal prática; para os pacientes: nunca comprem medicamentos se houver dúvida quanto a receita médica, evite por sua saúde em risco.</p>
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		<title>Você sabe o que é um ateroma?</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Aug 2007 20:19:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Hortiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[artéria]]></category>
		<category><![CDATA[ateroma]]></category>
		<category><![CDATA[aterosclerose]]></category>
		<category><![CDATA[colesterol]]></category>
		<category><![CDATA[coração]]></category>
		<category><![CDATA[infarto]]></category>

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		<description><![CDATA[A maioria das pessoas com certeza já ouviram histórias do tipo &#8220;Fulano teve um infarto e tá com as veias todas entupidas!&#8221;. Mas o que causa o infarto? O que obstrui as &#8220;veias&#8221;? Afinal o que é um infarto mesmo?
Seguindo uma seqüência lógica, vamos primeiramente a definição de infarto:
Infarto é sinônimo de necrose tecidual, ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://image.bayimg.com/kagdaaabe.jpg" align="left" height="162" width="175" />A maioria das pessoas com certeza já ouviram histórias do tipo &#8220;Fulano teve um infarto e tá com as veias todas entupidas!&#8221;. Mas o que causa o infarto? O que obstrui as &#8220;veias&#8221;? Afinal o que é um infarto mesmo?</p>
<p>Seguindo uma seqüência lógica, vamos primeiramente a definição de infarto:<br/><br/></p>
<blockquote><p>Infarto é sinônimo de necrose tecidual, ou seja, morte de tecidos vivos.</p></blockquote>
<p>Portanto o infarto pode ocorrer em qualquer parte do organismo. Não é exclusivo do coração! No entanto, como o coração é um orgão vital, geralmente um infarto extenso no coração leva a óbito e é esse tipo de infarto de que mais ouvimos falar.<span id="more-22"></span></p>
<p>Definido o que é um infarto, agora vamos a causa do problema. A principal causa de necrose miocárdica ou infarto agudo do miocárdio (IAM) (leia-se como: infarto no coração) é sem dúvida a isquemia.</p>
<blockquote><p>Isquemia é a falta de suprimento sanguíneo adequado.</p></blockquote>
<p>&#8220;Mas como assim, o próprio coração fica sem sangue?&#8221; É isso mesmo que acontece. Para entender melhor como isso acontece precisamos de uma breve aula de anatomia. O coração é irrigado por duas artérias, as chamadas artérias coronárias, esquerda e direita. Isto quer dizer que todo o oxigênio consumido pelo músculo cardíaco chega através desses dois vasos. As coronárias são os primeiros ramos da artéria aorta (maior artéria do corpo), que conduz o sangue oxigenado nos pulmões para todo o organismo. No seu percurso pelo coração elas emitem ramos, cada vez menores, até chegar ao nível da rede capilar (vasos microscópicos) onde ocorre a troca gasosa e de outras substâncias.</p>
<p>Dito isso é fácil imaginar que qualquer obstrução de alguma das coronárias leva a uma perda consideravelmente importante de suprimento sanguíneo. É aqui que entra o ateroma, ele vai ser o principal responsável pela obstrução coronariana e conseqüente isquemia.</p>
<blockquote><p>A placa pode crescer a ponto de obstruir grande parte do vaso&#8230;</p></blockquote>
<p>Fatores locais e sistêmicos como hipertensão, tabagismo, alcoolismo, obesidade,<a href="http://image.bayimg.com/jagdiaabe.jpg" target="_blank"><img src="http://image.bayimg.com/jagdiaabe.jpg" align="right" height="221" width="262" /></a> LDL (o mau colesterol) elevado, podem causar lesão endotélial (o endotélio é uma camada única de células dos vasos que mantém contato direto com o sangue, é a &#8220;pele&#8221; dos vasos) nas artérias coronárias ou em seus ramos. Essa lesão é o gatilho para a formação de uma placa de ateroma. A disfunção endotélial leva a liberação de mediadores químicos que aumentam a adesão de leucócitos na camada íntima das artérias, maior absorção de LDL, migração e multiplicação de células musculares lisas com posterior depósito de fibrina que causa fibrose e enrijecimento do ateroma.</p>
<p>Esse processo inflamatório é desencadado em cascada e pode levar a um ciclo vicioso (<em>feedback</em> positivo) que promoverá o crescimento da placa de ateroma. A partir desse ponto podem ocorrer dois principais desfechos. A placa pode crescer a ponto de obstruir grande parte do vaso e assim comprometer o suprimento de oxigênio dos tecidos que ela irriga. Um outro desfecho igualmente catastrófico é aquele em que a placa se torna instável, ocorre rompimento da capa fibrosa e conseqüente exposição no núcleo do ateroma. Isso gera uma cascata de coagulação e formação de um trombo, que pode se desprender e ocluir um vaso menor em seu trajeto.</p>
<p><img src="http://image.bayimg.com/jagdmaabe.jpg" align="left" height="181" width="214" />Em ambos os casos o resultado final é a isquemia. Sem oxigênio as células entram rapidamente em sofrimento e morrem em poucos minutos. Se a área necrosada for extensa e o coração perder muitas células, ele terá sua capacidade contrátil reduzida a ponto de não ser mais capaz de bombear sangue suficiente pra suprir a demanda e o indivíduo morre por infarto agudo do miocárdio.</p>
<p>Então lembre-se disso quando ouvirem falar em infarto e explique para os seus amigos e familiares a fisiopatologia da principal causa de morte do mundo.</p>
<p>*Observação: a maioria dos ateromas se formam nas artérias. Mesmo que um ateroma se forma em uma veia é pouco provável que este venha a causa complicação, já que as veias são muito mais flexíveis que as artérias, portanto elas se adaptam a obstrução atrevés de dilatação.</p>
<p>Abaixo segue uma animação em vídeo que mostra em detalhes como é formado um ateroma.</p>
<p>[youtube]http://youtube.com/watch?v=5gHIt-kx50I[/youtube]</p>
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