Projeto Rondon 2009 – Operação Nordeste-Sul
Recentemente participei do Projeto Rondon fazendo parte da equipe da UFCG na operação Nordeste-Sul. Foram 17 dias de atividades, durante o período de férias, divididos entre Sapé-PB e João Pessoa-PB.
Mas o que é o Projeto Rondon? 
Trata-se de um Projeto de extensão universitária criado pelo Governo Federal e coordenado pelo Ministério da Defesa. O Projeto existe desde 1967, quando aconteceu a chamada Operação Zero. No ano de 1989 as atividades foram suspensas e só retornaram em 2005 por pedido da UNE. Desde então vem sendo realizadas duas operações por ano. Sempre no período de férias.
O Rondon tem dois objetivos principais. Um deles, considerado o objetivo primário, é promover a integração social do estudante universitário. O estudante tem a oportunidade de conhecer uma realidade diferente da que vive, compartilhar conhecimento e experiências com uma população que não faz parte do seu convívio diário. Assim, é dado ao estudante uma oportunidade concreta de criar e aprimorar sua visão crítica de como viver em sociedade, além de aplicar na prática os conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula. O objetivo secundário é promover o desenvolvimento regional do município atendido pelo Projeto.
Nessa nova fase do Rondon, a partir de 2005, uma nova abordagem foi criada. Viu-se que o modelo antigo, assistencialista, tinha muitas falhas. Pois apesar de promover o desenvolvimento local durante o período em que os Rondonistas (participantes do projeto) estavam em atividade, quando o Projeto terminava, o município voltava a ser o que era. Portanto, atualmente as atividades do Projeto Rondon são voltadas para a capacitação de agentes multiplicadores. De forma que o município seja capaz de dar continuidade às atividades elaboradas pelos Rondonistas.
E como funciona isso?
Bom, como forma de explicar como o Projeto Rondon funciona de forma geral, vou descrever como aconteceu a Operação que participei.
Tudo começa quando o Ministério da Defesa divulga um Edital explicando onde será a Operação e demais detalhes. A partir daí, as universidades interessadas enviam os projetos de atividades. Cada projeto é analisado e no final há uma seleção. As universidades que tiverem seus projetos aprovados irão participar da operação.
No caso da Operação Nordeste-Sul 2009 foram atendidos 20 municípios do Rio Grande do Sul e 24 da Paraíba. As equipes são distribuídas de forma que cada município recebe duas equipes de universidades diferentes. Cada equipe é formada por 6 alunos e 2 professores coordenadores.
A UFCG foi selecionada para o município de Sapé, onde ficou junto da equipe da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP – Ribeirão Preto. Nossa equipe era a equipe A, responsável pelos temas de saúde, educação, direitos humanos e cultura. A equipe B, composta pelo pessoal da FEA, ficou responsável pelos temas de adminstração, gestão pública, comércio e desenvolvimento sustentável.
Por aqui já da para ter uma idéia da magnitude desse projeto. Só na Paraíba foram 192 Rondonistas de todo o Brasil.
Num próximo post, vou contar mais sobre a minha experiência pessoal como Rondonista.
De acordo com o novo edital de monitoria que entrou em vigor dia 10 de março de 2009, os alunos na UFCG estão impedidos de participarem de mais de um programa institucional simultaneamente. O que pode parecer na teoria uma maneira justa de redistribuição de oportunidades (o que não funciona na prática, já que sobram vagas para monitores) na verdade funciona como uma maneira de limitar a produção científica da instituição de ensino, fazendo com que os discentes acomodem-se na busca de conhecimentos e fiquem restritos ao que lhes é transmitido em sala de aula. No caso dos estudantes de medicina, essa medida é ainda mais injusta, já que é de conhecimento de todos que na maioria das residências do país, 10% da prova corresponde ao currículo do candidato submetido ao processo de seleção.
Estudantes, vestibulandos, curiosos e até mesmo os próprios