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	<title>Substância P &#187; universidade</title>
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	<description>O dia-a-dia de um estudante de medicina</description>
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		<title>Projeto Rondon 2009 &#8211; Operação Nordeste-Sul</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 15:44:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Hortiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
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		<description><![CDATA[Recentemente participei do Projeto Rondon fazendo parte da equipe da UFCG na operação Nordeste-Sul. Foram 17 dias de atividades, durante o período de férias, divididos entre Sapé-PB e João Pessoa-PB.
Mas o que é o Projeto Rondon? 
Trata-se de um Projeto de extensão universitária criado pelo Governo Federal e coordenado pelo Ministério da Defesa. O Projeto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente participei do Projeto Rondon fazendo parte da equipe da UFCG na operação Nordeste-Sul. Foram 17 dias de atividades, durante o período de férias, divididos entre Sapé-PB e João Pessoa-PB.</p>
<p>Mas o que é o Projeto Rondon? <img class="alignright size-medium wp-image-73" title="Horta Educativa" src="http://substanciap.com/wp-content/uploads/2009/08/SDC10521-300x225.jpg" alt="Horta Educativa" width="300" height="225" /></p>
<p>Trata-se de um Projeto de extensão universitária criado pelo Governo Federal e coordenado pelo Ministério da Defesa. O Projeto existe desde 1967, quando aconteceu a chamada Operação Zero. No ano de 1989 as atividades foram suspensas e só retornaram em 2005 por pedido da <a href="http://www.une.org.br/" target="_blank">UNE</a>. Desde então vem sendo realizadas duas operações por ano. Sempre no período de férias.</p>
<p>O Rondon tem dois objetivos principais. Um deles, considerado o objetivo primário, é promover a integração social do estudante universitário. O estudante tem a oportunidade de conhecer uma realidade diferente da que vive, compartilhar conhecimento e experiências com uma população que não faz parte do seu convívio diário. Assim, é dado ao estudante uma oportunidade concreta de criar e aprimorar sua visão crítica de como viver em sociedade, além de aplicar na prática os conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula. O objetivo secundário é promover o desenvolvimento regional do município atendido pelo Projeto.</p>
<p>Nessa nova fase do Rondon, a partir de 2005, uma nova abordagem foi criada. Viu-se que o modelo antigo, assistencialista, tinha muitas falhas. Pois apesar de promover o desenvolvimento local durante o período em que os Rondonistas (participantes do projeto) estavam em atividade, quando o Projeto terminava, o município voltava a ser o que era. Portanto, atualmente as atividades do Projeto Rondon são voltadas para a capacitação de agentes multiplicadores. De forma que o município seja capaz de dar continuidade às atividades elaboradas pelos Rondonistas.</p>
<p>E como funciona isso?</p>
<p>Bom, como forma de explicar como o Projeto Rondon funciona de forma geral, vou descrever como aconteceu a Operação que participei.</p>
<p>Tudo começa quando o Ministério da Defesa divulga um Edital explicando onde será a Operação e demais detalhes. A partir daí, as universidades interessadas enviam os projetos de atividades. Cada projeto é analisado e no final há uma seleção. As universidades que tiverem seus projetos aprovados irão participar da operação.</p>
<p>No caso da Operação Nordeste-Sul 2009 foram atendidos 20 municípios do Rio Grande do Sul e 24 da Paraíba. As equipes são distribuídas de forma que cada município recebe duas equipes de universidades diferentes. Cada equipe é formada por 6 alunos e 2 professores coordenadores.</p>
<p>A UFCG foi selecionada para o município de Sapé, onde ficou junto da equipe da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP &#8211; Ribeirão Preto. Nossa equipe era a equipe A, responsável pelos temas de saúde, educação, direitos humanos e cultura. A equipe B, composta pelo pessoal da FEA, ficou responsável pelos temas de adminstração, gestão pública, comércio e desenvolvimento sustentável.</p>
<p>Por aqui já da para ter uma idéia da magnitude desse projeto. Só na Paraíba foram 192 Rondonistas de todo o Brasil.</p>
<p>Num próximo post, vou contar mais sobre a minha experiência pessoal como Rondonista.</p>
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		<title>Medidas tomadas pela UFCG revoltam estudantes</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 22:21:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Hortiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
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		<description><![CDATA[De acordo com o novo edital de monitoria que entrou em vigor dia 10 de março de 2009, os alunos na UFCG estão impedidos de participarem de mais de um programa institucional simultaneamente. O que pode parecer na teoria uma maneira justa de redistribuição de oportunidades (o que não funciona na prática, já que sobram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-64" src="http://substanciap.com/wp-content/uploads/2009/08/k0767656-150x150.jpg" alt="proibido" width="150" height="150" />De acordo com o novo edital de monitoria que entrou em vigor dia 10 de março de 2009, os alunos na UFCG estão impedidos de participarem de mais de um programa institucional simultaneamente. O que pode parecer na teoria uma maneira justa de redistribuição de oportunidades (o que não funciona na prática, já que sobram vagas para monitores) na verdade funciona como uma maneira de limitar a produção científica da instituição de ensino, fazendo com que os discentes acomodem-se na busca de conhecimentos e fiquem restritos ao que lhes é transmitido em sala de aula. No caso dos estudantes de medicina, essa medida é ainda mais injusta, já que é de conhecimento de todos que na maioria das residências do país, 10% da prova corresponde ao currículo do candidato submetido ao processo de seleção.  <span id="more-63"></span>Além da lei federal que não permite os estudantes de exercerem estágios hospitalares extracurriculares, esse tipo de proibição vem para reduzir de uma vez por todas qualquer possibilidade de crescimento profissional. Um bom médico será aquele que for capaz de produzir cientificamente, de transpor o que foi aprendido na teoria para a prática e claro, aquele que souber tratar seu paciente de maneira humana. E como isso será conseguido se a própria Universidade, que deveria estimular projetos e programas institucionais, faz questão abolir as chances dos estudantes?</p>
<p>A força contrária a essas medidas também é grande: o movimento estudantil. Porém, nos últimos anos poucos, a comodidade tem prevalecido. Aqueles que buscam questionar o sistema de ensino e suas regras, logo vistos como “do contra” e tachados de brigões. O receio e o conformismo estão fazendo com que uma das classes mais importantes do país tenha sua voz reprimida e seus direitos submetidos a opiniões unilaterais e teoricamente inquestionáveis. Deixo aqui os seguintes questionamentos: até quando vamos aceitar o que não concordamos? Até quando vamos baixar a cabeça e fingir que tudo está bem, quando o que mais queremos é lutar pelos nossos direitos? Até que ponto o medo da exposição e da derrota irá nos limitar? Essas são perguntas que somente a nossa vontade e coragem irão responder.</p>
<p>Camila Queiroz Leite de Lima</p>
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		<title>O curso de medicina em poucas palavras</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Aug 2007 06:10:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Hortiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[curso]]></category>
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		<description><![CDATA[Estudantes, vestibulandos, curiosos e até mesmo os próprios calouros de medicina geralmente têm muitas dúvidas a respeito do curso. Talvez por não existir muita informação disponível para quem está de fora da faculdade, ou pela diferença de grades entre as diversas faculdades brasileiras. Eu tive a experiência de entrar na faculdade de medicina um pouco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://image.bayimg.com/oagioaabi.jpg" title="Removing Gloves, Oil on Canvas, 20 inches by 16 inches, By Joe Wilder, M.D., Dartmouth College '42 (1920-2003)" alt="Removing Gloves, Oil on Canvas, 20 inches by 16 inches, By Joe Wilder, M.D., Dartmouth College '42 (1920-2003)" align="left" height="255" width="201" />Estudantes, vestibulandos, curiosos e até mesmo os próprios <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Calouro" title="Calouro/fera/bixo tudo a mesma coisa." target="_blank">calouros</a> de medicina geralmente têm muitas dúvidas a respeito do curso. Talvez por não existir muita informação disponível para quem está de fora da faculdade, ou pela diferença de grades entre as diversas faculdades brasileiras. Eu tive a experiência de entrar na faculdade de medicina um pouco cego sobre como funciona um curso universitário e sabia menos ainda sobre o curso médico em si.</p>
<p>O que aprendi com o tempo é que só fazendo parte do &#8220;negócio&#8221; se tem um completa dimensão de como tudo é organizado.<span id="more-32"></span></p>
<p>Vale a pena lembrar que a maioria das dúvidas que tentarei esclarecer eram dúvidas que eu mesmo tinha ao entrar no curso e que acredito que a maioria dos calouros de medicina também tenham. (As informações podem variar de acordo com a faculdade).</p>
<p>O curso de medicina é dividido em três partes: básico, profissional e internato.</p>
<p>No <em>básico</em> estudamos as disciplinas teóricas fundamentais da medicina como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fisiologia" title="Wiki it!" target="_blank">fisiologia</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Patologia" title="Wiki it!" target="_blank">patologia</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anatomia" title="Wiki it!" target="_blank">anatomia</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Biochemistry" title="Wiki it!" target="_blank">bioquímica</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Farmacologia" title="Wiki it!" target="_blank">farmacologia</a> etc. Geralmente essas disciplinas são pagas junto com os demais cursos da área de saúde num campus coletivo. No caso da <a href="http://www.ufcg.edu.br" title="Universidade Federal de Campina Grande" target="_blank">UFCG</a>, onde estudo, como na <a href="http://www.ccbs.ufcg.edu.br/" title="Centro de Ciências Biológicas e da Saúde." target="_blank">área de saúde</a> só existe o curso de medicina por enquanto, temos exclusividade com os professores.</p>
<p>São dois anos com carga horária integral, aulas pela manhã e à tarde, todos os dias da semana (excluindo o fim de semana, claro).  É no básico que iremos criar a  nossa base teórica para a prática médica e é esta base que vai diferenciar um médico de verdade de um mero técnico. Como costuma dizer um dos meus professores: &#8220;o básico é o alicerce da sua formação médica, faça um bom alicerce que os próximos passos terão onde se apoiar. Um alicerce fraco fará seu prédio desabar&#8221;</p>
<p>Durante esses dois primeiros anos temos pouco contato com a prática clínica. Por essa razão muitos estudantes se frustram com o curso, pois acham que não estão &#8220;estudando para ser médico&#8221;. É comum ouvir os calouros reclamando pelos corredores &#8220;Eu vou ser médico, não bioquímico, isso não vai servir para nada!&#8221;. Coisa de calouro mesmo.</p>
<p>A próxima etapa é o <em>profissional</em>. Agora nos mudamos para o Hospital Universitário e é aqui que começamos a nos sentir médicos de verdade.</p>
<p>A disciplina cartão-de-visita do curso profissional é a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Semiologia_%28m%C3%A9dica%29" title="Wiki it!" target="_blank">semiologia</a>. Nela se aprende &#8220;como ser um médico&#8221;. A partir de agora já se tem contato com os pacientes, estuda-se as diversas práticas clínicas e cirúrgicas. Pagamos as disciplinas médicas propriamente ditas como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cardiologia" title="Wiki it!" target="_blank">cardiologia</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pneumology" title="Wiki it!" target="_blank">pneumologia</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Endocrinologia" title="Wiki it!" target="_blank">endocrinologia</a> etc. É no profissional que seremos formados futuros médicos generalistas.</p>
<p>Após dois ou três anos de profissional (dependendo da faculdade) vem o <em>internato.</em> Nessa fase do curso o estudante irá colocar em prática tudo que aprendeu durante esses duros anos de faculdade. Variando entre um a dois anos de duração, o internato consiste em um rodízio de especialidades médicas básicas, geralmente <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pediatria" title="Wiki it!" target="_blank">pediatria</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cirurgia" title="Wiki it!" target="_blank">cirurgia</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ginecologia_e_obstetr%C3%ADcia" title="Wiki it!" target="_blank">ginecologia e obstetrícia </a>e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Internal_medicine" title="Wiki it!" target="_blank">clínica médica</a>. O aluno treina em plantões supervisionado por professores ou residentes do hospital.</p>
<p>Se o aluno planeja ser um médico generalista e ele conseguir passar por todas essas etapas, parabéns, agora é só comprar a beca e esperar pela formatura!</p>
<p>Mas se o aluno tem a pretensão de se tornar um especialista, não há tempo para descanso. O pior ainda está por vir, a prova de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Resid%C3%AAncia_m%C3%A9dica" title="Wiki it!" target="_blank">residência</a>. Mas isso será assunto de um próximo post.</p>
<p><em>P.S.: essas informações são válidas para a UFCG, podendo variar em relação a outras faculdades, no entanto maioria segue esse padrão com pequenas alterações no currículo.</em></p>
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